segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Aos amigos e à família Tudo

Caros amigos e leitores, nesta postagem fugirei da linha central polêmica, e da minha preocupação com a escrita. Neste texto, confesso, que estarei tomado pelo sentimento, o sentimento bom que a vida nos proporciona, nos leva a sentir; sentimento que nos diferencie das máquinas, cujos personagens interpretados por elas não expurgam lágrimas. Escrevo esse texto comovido pelo último episódio da quarta temporada de "HOUSE", seriado americano que tem como principal ator o inglês Hugh Laurie, e nesse seriado, House é um ser petulante, que não faz amigos, não se importa com os pacientes, e muito menos em sacrificar seu tempo e sua vida em prol dos outros. No entanto, no último episódio dessa temporada, ele sacrifica sua vida para tentar salvar a vida da namorada de seu melhor amigo.
Bem, não cabe a mim contar todo o episódio, e quem quiser vê-lo, possuo os episódios dessa temporada, e assim entenderão minha emoção. Então, ao final deste episódio, olhei para minha cama, a mesma cama que me sustenta em Viçosa por 5 anos. Daí comecei a me lembrar que fiz uma vida nesta cidade, que também é conhecida pelos apelidos de "perereca", "viciosa", e além de outros que não vem em mente. Período esse que ficará eternamente marcado na minha formação como acadêmico e como pessoa, pois aqui percebi que não podemos mentir para nós mesmos durante esse tempo todo, temos que valorizar aquilo que nos diferencia das máquinas, ou seja, a exaltação do sentimento, exaltação essa que tem como caratecrística marcante o escorrimento das lágrimas.
E foi através do surgimento dessas lágrimas que me inspirei para escrever este texto, sem preparar introdução, pensar no desenvolvimento do corpo do texto. Quero aqui somente escrever, desabafar, e dizer aos meus amigos como eles são importante na minha vida. Estou passando por um momento tenso de processo seletivo, e nesse momento pude perceber a manifestação de grande parte dos meus amigos desejando boa sorte, e me parabenizando por ter vencido a primeira etapa. Saiba as pessoas que não dão valor aos pequenos atos, como essas manifestações nos fortalece, nos eleva e encanta.
Mas além dos amigos, tem a família, que apesar de não conviver comigo em Viçosa durante os cinco anos, desempenham seu papel nos guiando pela vida, fazendo com que a minha formação como pessoa não seja nada além de um reflexo da criação que possui. Aguentam minha teimosia, minha chatice, meu jeito falastrão (olha meus amigos, que vocês podem fugir de mim, mas são meus pais e meu irmão que carregam o fardo pesado) e mesmo assim, designam recursos para que eu possa alcançar meus objetivos.

Através deste post agradeço a todos amigos que sempre estiveram comigo nessa batalha da vida, à família que fiz em Viçosa durante um ano e meio, ao irmão preto que tive, ao amigo criativo de escrita magnífica, ao louco que corria pelo meio fio, ao pai acadêmico que convivi, ao chato da cabeça branca que não sabe nada, e fica me questionando, as mininas super-poderosas que não perdem um festa, ao rabugento que chama mais minha atenção do que minha ex-patroa, aos meus amigos relax do trabalho, ao velho resmungão e careca, aos africanos, especialmente o trio parada dura, ao metódico professor de violão, ao predinho mais louco de Viçosa, donde aconteceu notáveis histórias, ao marcelinho carioca e judoca, ao Dojo e outros mestres que tive por lá, aos primeiros membros da minha república, menos um né. Aos ipatingueneses, o nervoso e o mentiroso.
Bem, tentei lembrar de muitas pessoas, mas a capacidade da minha memória não chega a perfeição, como nenhum ser neste mundo. Então se você não se sentiu representado, mande seu descontentamento, pois o post pode ser editado a todo momento.
Aqui vai todo meu consentimento a todos que um dia deram a importância à minha amizade. E escutando o cd de Osmar Milito "Aos amigos tudo", despeço de todos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Seria o Truco um jogo animalizado?

Com tempo, e novas ideias, pensei em postar um novo texto. É preciso lembrar que a polêmica não foge dos meus pensamentos, e através deste blog, tenho a oportunidade materializar minhas reflexões.

Hoje, escreverei à respeito da animalização de um jogo interativo: o Truco. Antes de gerar intrigas por parte dos amantes desta atividade, não julgarei o Truco como um jogo banalizado. O que pretendo demonstrar neste texto constitui-se numa reflexão iniciada numa conversa com meu amigo Gusthavo, ao qual a minha ideia é dirigida a crítica sobre a postura dos praticantes de Truco no espaço público.

Bem, quem mora em Viçosa, particularmente, pessoas que possuem experiência de conviver com os trucanianos (1) (gostaram?) no espaço de distração, o DCE piscina, local em que os estudantes,no horário de almoço interagem através de prosas, papo furado, sarais, eventos culturais, xadrez e o Truco. Principalmente os praticantes do Truco, que são figuras marcantes nesse local, não generalizando, mas a maioria desses jogadores não possuem sensibilidade auditiva ou respeito com as pessoas que estão em sua volta. Assim, poderiam me perguntar: nossa Jayme, mas por que essa raiva toda?

Não é raiva, é uma verificação de um processo que assisto durante meus cinco anos de experiência empírica diante desses afrontadores da paz pública no DCE. Quem nunca esteve conversando tranquilamente, ou até mesmo em silêncio observando o movimento de estudantes, apreciando a brisa, e etc, e quando menos se espera, um animal, troglodita sem mãe esperneia Trucoooooooo, e ao achar que era somente isso, outro arrogante grita do outro lado: seisssssssss; não contente, o primeiro jogador volta com toda força: noveeeeeeeeeeeee; claramente que ele estava com o Zap ou estava blefando. Antes de continuar, confesso publicamente que já joguei truco e participei deste momento inconveniente, com a moderação de sempre, por isso não vou julgar as pessoas que praticam esse jogo, mas, somente, identificar seus momentos de anti-civilização ou animalização diante dos outros seres humanos. E caso queiram comprovar esses comportamentos animalescos que aproximam o homem a um animal selvagem, faça você mesmo uma experiência: tente acalmar os ânimos dos trucanianos após uma partida de truco, isto é, peça a eles que não gritem, esperneiem, xinguem, ou seja, que respeitem o direito das outras pessoas para que estas pessoas não sejam perturbadas por essas atitudes. Garanto que se tentarem, certamente ouvirão: sai pra lá seu chato, alienado, CDF, “deixa nóis ter um pouco de diversão”. A não ser que você esteja no meio de Lords and Ladies que o escutem e aceitem seu pedido de moderação na prática trucaniana.

O meu intuito com este post não é condenar o Truco, pois acredito na liberdade dos indivíduos, e que cada um tenha o direito de exercê-la desde que respeite ao próximo. Por isso fico tão irritado com a prática generalizada e imoderada do Truco, pois os trucanianos não praticam seu jogo em lugares ou campos específicos, como no Futebol adulto, porque as crianças não possuem conhecimento suficiente para discernir os cenários em que se pode praticar esportes ou não, mas sim em ambientes onde há outras pessoas que não possuem obrigação alguma de ter seus tímpanos estourados por falta de Educação dos trucanianos.

Desse modo, se você é um jogador de Truco, caso queira me xingar, fique à vontade, desde que seu xingamento seja embasado, e que caso cometa equívocos, esteja preparado para ouvir as respostas. E retomando ao meu intuito, não quero acabar com o Truco, mas expor às pessoas que jogam, como certos comportamentos são incômodos. Por conseguinte, na próxima vez em que for jogar, antes de gritar Truco, olhe para as pessoas ao redor, ou melhor, prestem atenção nas outras pessoas que estão jogando, e olhe os efeitos da animalização sobre os seres em volta, porque até os vira-latas que circundam o espaço ficarão estupefatos.



(1) Denominação de minha autoria aos praticantes de Truco.