terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Bar do JM: A saga bonjesuense

Caros Leitores e amigos, este Post é uma homenagem à minha Família, e ao recinto que há onze anos promove entretenimento, arte e cultura para os cidadãos bonjesuenses. Estou falando aqui do Bar do JM, conhecido também como Bar do Zé Manel, e que, inicialmente foi concebida como uma promissora quitanda. Mas as circusntâncias fizeram com que o dono esquece-se das verduras e legumes para se dedicar a venda de bebidas em geral.
Desde a inauguração, sempre fui um frequentador deste bar, mas como empregado. Não um empregado formal, pois minha função, era ser uma válvula de escape em serviços de urgência. Desde então, minha rotina nunca mais foi a mesma. Chega de baboseira, estou aqui para falar do bar e não da minha função lá.
O dono, José Manoel, é um destacado veterinário, que com a falta de chamados médicos paras as vacas, teve que pensar numa nova forma de sobreviência. Um caboclo que sempre foi respeitado como veterinário, mas foi no Bar, que encontrou sua vocação. Seu mau humor miscigenado à sua dedicação e amor ao trabalho, despertam em muitos fregueses uma admiração inexplicável. Além de que, quando cisma de tomar uma cachaça, perde o jeito carrancudo, bravo e ao mesmo tempo tímido, e joga as mãos nas cordas do violão encantando seus fregueses. E apesar de tocar quase as mesmas músicas durante vinte anos, seu carisma consegue transformar as músicas antigas em novos sucessos.
Dentre a objetividade e a racionalidade que nos encontramos, todo empreendimento, para ter sucesso, deve agradar à seus clientes em diversos fatores. Mas neste Bar, a excelência não fica em primeiro lugar, tirando os quesitos de cerveja gelada e alguns bons tira-gostos, não é um lugar reconhecido por demandar excelência nos serviços. Até porque, como relatei anteriormente, o dono, em certos momentos de êxtase, esquece de suas obrigações no Bar para tocar a sua viola. Ademais, seu mau-humor temporário, em vez de afastar muitos fregueses, os aproximam, e alguns sacanas, aproveitam este estado de espírito para tirar uma sarra com o micro-empresário bonjesuense.
No entanto, deve-se lembrar que ninguém constrói um patrimônio sozinho. Então, JM sempre requisitou à ajuda dos empregados, figuras célebres, e principalmente, da sua família. Esses empregados constitui-se de figuras marcantes. O mais antigo, Cristian, conhecido também como filho do Manel, consegue em menos de um ano, perder dentro do próprio recinto de trabalho, celular, óculos, mp3, outro celular, e asssim em diante. Um rapaz muito dedicado, mas os neurônios da memória foram obstruídos, pois sempre minha mama chama atenção deste caboclo, por deixar seus pertences em lugares impensáveis. O outro, um ex-funcionário chamado Victor, cujo apelido se dá por Gulozito. Pra variar, as pessoas fizeram uma redução do seu apelido, e assim ficou reconhecido como Gula. Esse funcionário destacava por suas trapalhadas, sempre cedia ás brincadeiras dos fregueses, até que achou um médico que o admirasse, e lhe recompensasse com gordas gorjetas, mas também, não podia ver o Doutor na esquina, que já colocava uns 20 coopos no Freezer, para deixar a cerveja do meritíssimo sempre gelada.
E assim, é montado, reconhecido o Bar do JM, que há uns 5 anos, é tido como point da cidade de Bom Jesus do Itabapoana. Recentemente, lhe concederam o título de Lapa de Bom Jesus, pois com artistas imprevisíveis e talentosos surgindo como geração espontânea. Entretanto, a peculiaridade deste recinto, é que ele cobra dos artistas, JM não dá colher de chá para ninguém. E a sua desculpa é sempre a mesma: " Não fiz acordo com ninguém para tocar aqui, quem tocou, foi porque quiz". E mesmo assim, toda semana aparece um sujeito querendo mostrar serviço, e por isso que digo, o amor à Arte está acima de preocupações pecuniárias.
Além de empregados caricatos, há também, fregueses caricatos. Minha mãe outro dia, disse que havia uma turma que poderia ser chamada de retrato. Porque todo dia comparecem, batem o catão antes mesmo da Quitanda, ops, do Bar abrir. Alguns, quando o dono do bar se atrasa, ficam ligando para o dono para que esse cubra a carência de cevada. Outros, até mesmo em tempos de abstinência alcólica, continuam com uma marcação cerrada.
Bem, esse é o resumo do Bar do JM, ou seja, o bar do meu pai. Aqueles que frequentam, espero que tenham gostado dessa sinopse. Que tenham deleitados sobre algumas caracterísiticas do bar. Sendo assim, ofereço a sugestão para que as pessoas que quiserem comentar, pedir uma história sobre o bar, ou mesmo quiser contar a sua história vivida neste local. Fiquem à vontade. À aqueles que quiserem escrever uma história inteira, mande para o meu e-mail:netobj@gmail.com, que postarei aqui em seguida.
Todavia, antes de terminar, eu queria expor qual é a grande base sustentadora deste Bar. Como havia dito acima, a família ajuda muito ao José Manoel à manter esse Bar por onze anos. Sua esposa, o ajuda, como nenhuma outra mulher no mundo, uma mulher com 1,60 que consegue expulsar certos fregueses inconvenientes com uma classe de invejar Arnaldo Cesar Coelho. Sem essa mulher, JM já teria abandonado o barco no primeiro ano. Sem contar também a ajuda dos seus dois filhos, que fazem apenas o papel de coadjuvante nessa história. Porque os grandes atores e ao mesmo tempo diretores, são meus pais. Somente donos de bar, conseguem saber, entender e compreender o que é essa vida. Fica aqui uma homenagem ao Bar, e, principalmente, aos meus pais, pois com a manutenção desse bar, Bom Jesus ainda possui uma saída cultural.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Entre Deus e o Fluminense


Grandes amigos e leitores, aviso de uma vez que não farei uma comparação banal entre Deus e o Fluminense, pois Deus é infinito, e sobrevive acima das diversas civilizações. Já o Fluminense consegue, a partir de sua existência, ser infinito no meio futebolístico brasileiro. Todavia, esse post tem como destinatário os torcedores do tricolor carioca. Ademais, explanarei sobre algumas experiências e conhecimento que tenho sobre Fé e Religião.

Acredito que a pergunta inicial seria: Que loucura é essa entre Deus e o Fluminense?

Simples, ou pelo menos transpareceu de modo simples em minha mente. Leiam com atenção: Quando acreditamos em Deus, não procuramos questionar sua existência, procuramos seguir os caminhos designados por seu Filho, Jesus Cristo. Desse modo, deu-se o início à uma sociedade Cristã, e para aqueles que seguem Cristo, devem procurar no seu dia-a-dia, o caminho do Nosso Senhor para sua salvação. E assim, não devemos questionar os obstáculos que surgem na realidade, que se alonga na nossa rotina, ou em certos momentos, faz com que tenhamos que romper com essa rotina. Mas, mesmo assim, continuamos acreditando em Cristo, e procuramos seguir seu caminho na vida terrena.

Então meus amigos, é da mesma maneira que penso a respeito da relação entre a torcida do tricolor carioca e o próprio Fluminense. Neste último Campeonato Brasileiro, demonstramos como milagres acontecem, como números racionais não possuem força diante do inexplicável. Sendo assim, que nossa torcida se comportou, ou seja, tivemos fé no nosso time, mesmo os mais desacreditados no início, não se contiveram com a espetacular arrancada do tricolor das Laranjeiras. A partir da primeira vitória da arrancada, no dia 29-10-2009 contra o Atlético Mineiro no Maracanã, a benção de João de Deus iniciou seu processo miraculoso, pois a partir daí, nossa torcida promovia shows inesquecíveis, e começava a encantar o Brasil. E nesse momento, via-se algo raro, isto é uma simbiose perfeita entre torcida e jogadores. A força espiritual descia das arquibancadas para o campo, e a cada rodada, era sacramentada uma vitória do Tricolor.

Agora, meus queridos torcedores, devemos seguir o Fluminense, como os Cristãos seguem a Cristo. Por mais que o time perca, por mais que decepcione, devemos lotar os estádios, mostrar ao Fluminense, e não os jogadores que estão o representando, que ele tem fiéis, que o Verde, o Branco e o Grená estão no sangue que escorre pelas veias, e não simplesmente, numa identidade racional objetiva idiota. Porque sou Fluminense porque o amo, e não porque ele ganha títulos. Porque sou Fluminense, porque me mostra que estou vivo, mesmo no sofrimento, e não porque tenho a maior torcida do mundo. E cada jogo, é somente uma desculpa para mostrar esse amor. E para terminar, repito a máxima de Nelson Rodrigues: “Mas o que valoriza uma torcida não é a sua expressão numérica. Não. É o sentimento profundo, a paixão formidável.”


Parabéns Cristãos e Torcida Tricolor, e melhor ainda se forem Tricolores Cristãos!!! A Benção à João de Deus.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Por que ser um Saudosista?

Grandes leitores, estou, novamente, escrevendo para vocês minhas reflexões. Seguindo minha linha mestra, irei identificar as razões de ser um saudosista nos campos da Música e do Futebol. Apesar de amar esse país, por essa mãe Pátria ou Pátria - mãe que exerce uma força enorme sobre minha existência, preciso explicar as razões ao qual admiro ainda mais o passado dessa nação chamada Brasil.

No Domingo, dia 29-11-2009, eu estava lendo algumas crônicas do grande Nelson Rodrigues sobre a torcida do Fluminense. Nessa situação, pensei, poxa porque nós, brasileiros, não temos a fortuna de apreciar belos contos ou maravilhosas crônicas esportivas em nossos jornais. Talvez por ignorância minha, mas não conheço nenhum discípulo ou alguém páreo à Nelson Rodrigues e seu companheiros de jornalismo. A cada frase desse magnifíco autor, parava minha leitura, e pensava: Puta pariu! Que gênio!

Todavia, quando pegamos o Jornal de hoje e vamos direto à parte do Esportes, costumamos nem ver palavras, somente as siglas ou escudos dos times com os respectivos resultados. Será que a culpa foi do Nelson Rodrigues e seus contemporâneos por não terem produzido, ensinado e mostrado à outras pessoas o segredo de nos saudar com belas expressões e pensamentos resumidas em frases inimagináveis?

Cadê, Cadê, não acho nada. Só vejo resumo, resumo e cada vez mais, reportagens mais resumidas, pontuais, parecendo máquinas ao descrever. Pois, se fossem escritas por uma mente brilhante, acredito que teriam palavras consubstanciadas de grandes pensamentos, expressões inéditas que proporcionariam fantasias, sonhos ao reverenciar às partidas assistidas.

Agora, na Música, veio ao ouvir o grande Villa, conhece? Villa?

É o Villa-Lobos, o maior compositor de música erudita que essa grande pátria-mãe ou mãe pátria já teve. Um mineiro que conseguiu sincretizar elementos da cultura, do folclore brasileiro com os compassos clássicos da música erudita. Um compositor que distribuiu seus dons artísticos para o Piano, Violão, para Orquestras, e etc.
Cadê, Cadê? Porém, nesse ramo, Villa Lobos não deixou muitos discípulos, mas se procurarmos nesse Brasilzão, assistiremos, e ouviremos grandes artistas. Por exemplo, o Elomar, um malungo, trovador do sertão Baiano, que como Villa-Lobos, congregou elementos regionais, costruindo belas, maravilhosas, ou ornamentadas canções e cantorias.

É por isso meus amigos, é por isso que sou um saudosista. Porque essas obras construídas no passado não envelhecem. Basta, somente, ter visões simples, ouvidos sagazes para absorver o que nossos mestres nos deixam. Outro motivo, era que, em nossos rádios, como em nossos jornais, era, praticamente, obrigatório passar, transcrever essas monstruosidades, obras que deixam nossos dias mais agradáveis.

Hoje, nossos Jornais publicam imagens de mulheres frutas: Melancia, Maçã, Morango, e por aí vai. Ou assassinatos, corrupção. Cadê, Cadê? A cada ano que passa, fica mais difícil encontrar belas crônicas, belos contos nos jornais. E quando encontramos, é preciso desembolsar R$ 4,00 para ler uma página de todo jornal.

Em relação à música, nem preciso comentar sobre as rádios brasileiras em sua maioria, até porque quase ninguém escuta rádio hoje em dia. No Rio de Janeiro, a Rádio MEC nos presenteia com música de melhor qualidade, mas fica restrito à grande Rio.

Todavia, hoje temos os blogs, em muitos desses meios, são cultivados excelentes reportagens, como também nos proporcionam altos links para encontrar nossos compositores prediletos e suas obras. E como um saudosista sagaz, não nego a modernidade, mas acredito que devemos exigir o melhor de nossos artistas, pois, eu queria ter o privilégio de assistir à um novo Villa ou ler um Nelson do século XXI.

domingo, 15 de novembro de 2009

Não acredito em relativismo Musical

Grandes amigos e leitores, estou escrevendo depois de um longo período sem praticar minha escrita. Palavras que seguem esvairada em pensamentos, reflexões e divagações filosóficas.

Neste Post irei explanar toda minha sinceridade em relação ao meu sentimento musical. O ditado: "Gosto é igual cú, cada um tem o seu" pertuba minha mente desde os "tempos de criança" como diria Ataulfo Alves ao rememorar sua professorinha. Ao descobrir uma especulação sobre a possível decisão de nossos representantes de tornar o Funk Carioca como patrimônio imaterial da cidade do Rio de Janeiro, fiquei estarrecido diante dessa possível decisão dos nossos políticos.

Assim, ao protestar contra esse ato de degeneração musical e patrimonial, venho perguntar aos brasileiros leitores do meu blog se devemos aceitar essa empulhação. Como num país que promoveu grandes nomes da música erudita para o Mundo como Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno, Ernesto Nazareth e Villa Lobos, pode acontecer essa depravação na esfera pública brasileira. Nesse ponto, chego a pensar se devemos, realmente, ser otimistas em relação ao nosso Brasil, pois nunca na história desse país, produzimos tanto lixo musical. Por isso não consigo ser otimista com nossos representantes políticos que não coibem essa degeneração profanada por uma besta. Deixamos de lado a Pedra de Drummond, o Augusto Mátraga de João Guimarães Rosa, O Isaías Caminha e o Quaresma de Lima Barreto, e pensem só se o Brás Cubas estivesse presente à essa estapafúrdia ideia de elevarem o créu, a eguinha pocotó, a quebra barraco a níveis que devem ser guardados na memória dessa cidade que foi fruto de inspirações de dignissímos poetas e músicos.

Mas isso tudo não importa, pois a nossa cultura está tomada pela ideia da felicidade. A preocupação de curtir a vida ao máximo, sem se preocupar com a qualidade de nossos gostos, com a qualidade de nossas ações nos colocam num grau de imbecilidade que estamos perdendo o foco de parâmetro entre o que é bom e o que é ruim. A nossa libertinagem musical faz com que grandes músicos brasileiros desistam de seus sonhos em prol da grana, ou seja, deixam de ter autonomia musical para tocarem em bandas medíocres que aparecem na porca mídia brasileira.
A necessidade do Estado apadrinhar a cultura de nosso país é tão grande que se não fosse algumas TVs públicas, jamais viríamos orquestras e grandes músicos brasileiros tocando na telinha. A incapacidade cultural brasileira faz com que nossos músicos se refugiem em alguns países estrangeiros, onde há milhares de pessoas que apreciam nossos talentos, que ironia.

Podem me chamar de preconceituoso, elitista, aristocrata, do que for, mas não abro mão da minha personalidade e nem do meu ideal musical. Não penso que todos devem escutar os mesmos artistas do que eu, até porque, só na música erudita há uma enorme variedade de compositores que nenhum ser humano é capaz de apreciar todos numa vida terrena. Além de que, não levamos em consideração aquilo que não se passa na mídia. Alguns amigos meus devem estar cansado de ouvir no tal do Elomar, o malungo do sertão baiano, que admiro profundamente, o considerando como o maior músico brasileiro dos anos 50 pra cá. Suas obras possuem uma originalidade capaz de impressionar Vinícius de Morais.

Agora, voltando ao assunto inicial, como com uma gama de artistas dessa, ainda podemos reverenciar essa coisa chamada Funk Carioca? Por último, admito minha limitação para explorar o tema, pois poderíamos fazer vários estudos comparativos. Mas a minha proposta nesse post é de dar um basta à essa profanação feita com música brasileira. Eu tenho a intenção de propagandear a verdadeira cultura brasileira, a verdadeira música brasileira, e não essa palhaçada que inventam nos nossos meios de comunicação.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Historiar

Neste post não explanarei sobre jogos ou atividades afins. No entanto, não posso afirmar que não utilizarei um tom menos polêmico nas argumentações.
Antes de começar a falar sobre a arte historiográfica, queria agradecer a todas as pessoas que contribuem para a manutenção deste blog ao dedicar alguns minutos de suas vidas para lê-lo. Assim, ao aceitar sugestões e questionamentos dos leitores, irei escrever novos textos a partir dessas elocubrações.
Na vida, somos pegos de surpresa em muitos momentos. Acredito que sempre duvidamos da capacidade de um desconhecido expressar algo belo ou curioso. Entretanto, penso ser relevante certas histórias contadas por pessoas mais antigas, principalmente, por aqueles anciãos que tiveram ou tem em sua atividade diária contato com as mais diversas pessoas. Por isso, venho dividir com vocês, leitores, a minha experiência com um barbeiro viçosense. Desde a primeira vez em que fui cortar cabelo numa barbearia ao lado do Hotel Meridien, fiquei deslumbrado com a forma que um dos barbeiros interpretava os fatos. Na maioria das vezes, esses devotados à diminuir nossa feiura comentam algo que está sendo passado na mídia, mas o interessante está na forma em que compreendem os acontecimentos.
Nessa ótica, outro dia, eu estava sentadinho na cadeira do meio para aparar meus preciosos cachos quando surge o assunto sobre Política, especificamente sobre morte de grandes personagens. Discussão de cá, resposta de lá, até que o seu Getúlio Vargas aparece, e o barbeiro solta que Getúlio era um homem honrado, o maior presidente que o Brasil já teve, e pasmem agora, segundo este senhor, seria uma insanidade mental pensar que um homem como Vargas seria capaz de cometer suicídio, isto é, segundo nosso amigo, meteram um tiro no peito de Vargas para que nosso presidente não pudesse prosseguir com suas políticas. E a partir de Vargas, nossa história resumiu a tiros de bala no peito. Como assim?
De acordo com o emérito aparador de fios, os grandes homens da História do Brasil não morreram ao acaso, mas foram alvos de assassinatos encomendados. Outro caso marcante foi o de Tancredo Neves, que faleceu em decorrência de uma infecção ou falência dos orgãos, mas segundo o barbeiro, foi morto por um tiro, ao qual impediu a sua posse.
Assim, depois desse dia, comecei a pensar mais intensamente sobre como as pessoas compreendem os fatos que as envolvem. Elas presenciam os fatos, e possuem certas limitações para exorcizar as formas de manipulação ao qual os meios de comunicação na maioria o utilizam sobre os fatos, deixando de fora alguns pontos essenciais sobre os eventos. Ademais, não podemos deixar que a petulância acadêmica suba a nossa cabeça e confinamos à esses outros expectadores da vida como diletantes de baboseiras, ou seja, devemos prestar mais atenção nos comentários feitos sobre os fatos, pois a experiência de vida é um grande ensinamento, de modo que o senso comum dessas pessoas são mais aguçados que mil livros mal interpretados.
Portanto, venho clamar pela sabedoria, expor a todos como é preciso o diálogo com as diversas idades, pois o conhecimento não vive estático, mas solto no ar, esperando um espírito capaz de o inalar.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Aos amigos e à família Tudo

Caros amigos e leitores, nesta postagem fugirei da linha central polêmica, e da minha preocupação com a escrita. Neste texto, confesso, que estarei tomado pelo sentimento, o sentimento bom que a vida nos proporciona, nos leva a sentir; sentimento que nos diferencie das máquinas, cujos personagens interpretados por elas não expurgam lágrimas. Escrevo esse texto comovido pelo último episódio da quarta temporada de "HOUSE", seriado americano que tem como principal ator o inglês Hugh Laurie, e nesse seriado, House é um ser petulante, que não faz amigos, não se importa com os pacientes, e muito menos em sacrificar seu tempo e sua vida em prol dos outros. No entanto, no último episódio dessa temporada, ele sacrifica sua vida para tentar salvar a vida da namorada de seu melhor amigo.
Bem, não cabe a mim contar todo o episódio, e quem quiser vê-lo, possuo os episódios dessa temporada, e assim entenderão minha emoção. Então, ao final deste episódio, olhei para minha cama, a mesma cama que me sustenta em Viçosa por 5 anos. Daí comecei a me lembrar que fiz uma vida nesta cidade, que também é conhecida pelos apelidos de "perereca", "viciosa", e além de outros que não vem em mente. Período esse que ficará eternamente marcado na minha formação como acadêmico e como pessoa, pois aqui percebi que não podemos mentir para nós mesmos durante esse tempo todo, temos que valorizar aquilo que nos diferencia das máquinas, ou seja, a exaltação do sentimento, exaltação essa que tem como caratecrística marcante o escorrimento das lágrimas.
E foi através do surgimento dessas lágrimas que me inspirei para escrever este texto, sem preparar introdução, pensar no desenvolvimento do corpo do texto. Quero aqui somente escrever, desabafar, e dizer aos meus amigos como eles são importante na minha vida. Estou passando por um momento tenso de processo seletivo, e nesse momento pude perceber a manifestação de grande parte dos meus amigos desejando boa sorte, e me parabenizando por ter vencido a primeira etapa. Saiba as pessoas que não dão valor aos pequenos atos, como essas manifestações nos fortalece, nos eleva e encanta.
Mas além dos amigos, tem a família, que apesar de não conviver comigo em Viçosa durante os cinco anos, desempenham seu papel nos guiando pela vida, fazendo com que a minha formação como pessoa não seja nada além de um reflexo da criação que possui. Aguentam minha teimosia, minha chatice, meu jeito falastrão (olha meus amigos, que vocês podem fugir de mim, mas são meus pais e meu irmão que carregam o fardo pesado) e mesmo assim, designam recursos para que eu possa alcançar meus objetivos.

Através deste post agradeço a todos amigos que sempre estiveram comigo nessa batalha da vida, à família que fiz em Viçosa durante um ano e meio, ao irmão preto que tive, ao amigo criativo de escrita magnífica, ao louco que corria pelo meio fio, ao pai acadêmico que convivi, ao chato da cabeça branca que não sabe nada, e fica me questionando, as mininas super-poderosas que não perdem um festa, ao rabugento que chama mais minha atenção do que minha ex-patroa, aos meus amigos relax do trabalho, ao velho resmungão e careca, aos africanos, especialmente o trio parada dura, ao metódico professor de violão, ao predinho mais louco de Viçosa, donde aconteceu notáveis histórias, ao marcelinho carioca e judoca, ao Dojo e outros mestres que tive por lá, aos primeiros membros da minha república, menos um né. Aos ipatingueneses, o nervoso e o mentiroso.
Bem, tentei lembrar de muitas pessoas, mas a capacidade da minha memória não chega a perfeição, como nenhum ser neste mundo. Então se você não se sentiu representado, mande seu descontentamento, pois o post pode ser editado a todo momento.
Aqui vai todo meu consentimento a todos que um dia deram a importância à minha amizade. E escutando o cd de Osmar Milito "Aos amigos tudo", despeço de todos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Seria o Truco um jogo animalizado?

Com tempo, e novas ideias, pensei em postar um novo texto. É preciso lembrar que a polêmica não foge dos meus pensamentos, e através deste blog, tenho a oportunidade materializar minhas reflexões.

Hoje, escreverei à respeito da animalização de um jogo interativo: o Truco. Antes de gerar intrigas por parte dos amantes desta atividade, não julgarei o Truco como um jogo banalizado. O que pretendo demonstrar neste texto constitui-se numa reflexão iniciada numa conversa com meu amigo Gusthavo, ao qual a minha ideia é dirigida a crítica sobre a postura dos praticantes de Truco no espaço público.

Bem, quem mora em Viçosa, particularmente, pessoas que possuem experiência de conviver com os trucanianos (1) (gostaram?) no espaço de distração, o DCE piscina, local em que os estudantes,no horário de almoço interagem através de prosas, papo furado, sarais, eventos culturais, xadrez e o Truco. Principalmente os praticantes do Truco, que são figuras marcantes nesse local, não generalizando, mas a maioria desses jogadores não possuem sensibilidade auditiva ou respeito com as pessoas que estão em sua volta. Assim, poderiam me perguntar: nossa Jayme, mas por que essa raiva toda?

Não é raiva, é uma verificação de um processo que assisto durante meus cinco anos de experiência empírica diante desses afrontadores da paz pública no DCE. Quem nunca esteve conversando tranquilamente, ou até mesmo em silêncio observando o movimento de estudantes, apreciando a brisa, e etc, e quando menos se espera, um animal, troglodita sem mãe esperneia Trucoooooooo, e ao achar que era somente isso, outro arrogante grita do outro lado: seisssssssss; não contente, o primeiro jogador volta com toda força: noveeeeeeeeeeeee; claramente que ele estava com o Zap ou estava blefando. Antes de continuar, confesso publicamente que já joguei truco e participei deste momento inconveniente, com a moderação de sempre, por isso não vou julgar as pessoas que praticam esse jogo, mas, somente, identificar seus momentos de anti-civilização ou animalização diante dos outros seres humanos. E caso queiram comprovar esses comportamentos animalescos que aproximam o homem a um animal selvagem, faça você mesmo uma experiência: tente acalmar os ânimos dos trucanianos após uma partida de truco, isto é, peça a eles que não gritem, esperneiem, xinguem, ou seja, que respeitem o direito das outras pessoas para que estas pessoas não sejam perturbadas por essas atitudes. Garanto que se tentarem, certamente ouvirão: sai pra lá seu chato, alienado, CDF, “deixa nóis ter um pouco de diversão”. A não ser que você esteja no meio de Lords and Ladies que o escutem e aceitem seu pedido de moderação na prática trucaniana.

O meu intuito com este post não é condenar o Truco, pois acredito na liberdade dos indivíduos, e que cada um tenha o direito de exercê-la desde que respeite ao próximo. Por isso fico tão irritado com a prática generalizada e imoderada do Truco, pois os trucanianos não praticam seu jogo em lugares ou campos específicos, como no Futebol adulto, porque as crianças não possuem conhecimento suficiente para discernir os cenários em que se pode praticar esportes ou não, mas sim em ambientes onde há outras pessoas que não possuem obrigação alguma de ter seus tímpanos estourados por falta de Educação dos trucanianos.

Desse modo, se você é um jogador de Truco, caso queira me xingar, fique à vontade, desde que seu xingamento seja embasado, e que caso cometa equívocos, esteja preparado para ouvir as respostas. E retomando ao meu intuito, não quero acabar com o Truco, mas expor às pessoas que jogam, como certos comportamentos são incômodos. Por conseguinte, na próxima vez em que for jogar, antes de gritar Truco, olhe para as pessoas ao redor, ou melhor, prestem atenção nas outras pessoas que estão jogando, e olhe os efeitos da animalização sobre os seres em volta, porque até os vira-latas que circundam o espaço ficarão estupefatos.



(1) Denominação de minha autoria aos praticantes de Truco.