domingo, 15 de novembro de 2009

Não acredito em relativismo Musical

Grandes amigos e leitores, estou escrevendo depois de um longo período sem praticar minha escrita. Palavras que seguem esvairada em pensamentos, reflexões e divagações filosóficas.

Neste Post irei explanar toda minha sinceridade em relação ao meu sentimento musical. O ditado: "Gosto é igual cú, cada um tem o seu" pertuba minha mente desde os "tempos de criança" como diria Ataulfo Alves ao rememorar sua professorinha. Ao descobrir uma especulação sobre a possível decisão de nossos representantes de tornar o Funk Carioca como patrimônio imaterial da cidade do Rio de Janeiro, fiquei estarrecido diante dessa possível decisão dos nossos políticos.

Assim, ao protestar contra esse ato de degeneração musical e patrimonial, venho perguntar aos brasileiros leitores do meu blog se devemos aceitar essa empulhação. Como num país que promoveu grandes nomes da música erudita para o Mundo como Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno, Ernesto Nazareth e Villa Lobos, pode acontecer essa depravação na esfera pública brasileira. Nesse ponto, chego a pensar se devemos, realmente, ser otimistas em relação ao nosso Brasil, pois nunca na história desse país, produzimos tanto lixo musical. Por isso não consigo ser otimista com nossos representantes políticos que não coibem essa degeneração profanada por uma besta. Deixamos de lado a Pedra de Drummond, o Augusto Mátraga de João Guimarães Rosa, O Isaías Caminha e o Quaresma de Lima Barreto, e pensem só se o Brás Cubas estivesse presente à essa estapafúrdia ideia de elevarem o créu, a eguinha pocotó, a quebra barraco a níveis que devem ser guardados na memória dessa cidade que foi fruto de inspirações de dignissímos poetas e músicos.

Mas isso tudo não importa, pois a nossa cultura está tomada pela ideia da felicidade. A preocupação de curtir a vida ao máximo, sem se preocupar com a qualidade de nossos gostos, com a qualidade de nossas ações nos colocam num grau de imbecilidade que estamos perdendo o foco de parâmetro entre o que é bom e o que é ruim. A nossa libertinagem musical faz com que grandes músicos brasileiros desistam de seus sonhos em prol da grana, ou seja, deixam de ter autonomia musical para tocarem em bandas medíocres que aparecem na porca mídia brasileira.
A necessidade do Estado apadrinhar a cultura de nosso país é tão grande que se não fosse algumas TVs públicas, jamais viríamos orquestras e grandes músicos brasileiros tocando na telinha. A incapacidade cultural brasileira faz com que nossos músicos se refugiem em alguns países estrangeiros, onde há milhares de pessoas que apreciam nossos talentos, que ironia.

Podem me chamar de preconceituoso, elitista, aristocrata, do que for, mas não abro mão da minha personalidade e nem do meu ideal musical. Não penso que todos devem escutar os mesmos artistas do que eu, até porque, só na música erudita há uma enorme variedade de compositores que nenhum ser humano é capaz de apreciar todos numa vida terrena. Além de que, não levamos em consideração aquilo que não se passa na mídia. Alguns amigos meus devem estar cansado de ouvir no tal do Elomar, o malungo do sertão baiano, que admiro profundamente, o considerando como o maior músico brasileiro dos anos 50 pra cá. Suas obras possuem uma originalidade capaz de impressionar Vinícius de Morais.

Agora, voltando ao assunto inicial, como com uma gama de artistas dessa, ainda podemos reverenciar essa coisa chamada Funk Carioca? Por último, admito minha limitação para explorar o tema, pois poderíamos fazer vários estudos comparativos. Mas a minha proposta nesse post é de dar um basta à essa profanação feita com música brasileira. Eu tenho a intenção de propagandear a verdadeira cultura brasileira, a verdadeira música brasileira, e não essa palhaçada que inventam nos nossos meios de comunicação.

4 comentários:

  1. Jayminho do meu coração. Muito bem colocado e vamos aos complementos:

    1. Música é o conjunto de sons agradáveis ao ouvido ( Acho que o funk carioca não se encaixa aqui);

    2. Música se divide em melodia, harmonia e ritmo ( Bom funk carioca...Ainda não foi aqui);

    3. Crie uma partitura, completa , para o funk do Jeremias ( O bêbado que canta no youtube). O tom da melodia se encaixa com nada.

    Em suma: só idiota pra fazer e escutar.

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  2. Concordo em Gênero, Numero e grau! irei até surrupiar a bela expressão "Libertinagem musical" pois é isso mesmo que anda rolando!

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  3. Sou da mesmíssima opinião! Eu já havia refletido e conversado com amigos sobre este assunto, mas nunca tinha pensado no conceito de "Relativismo musical". Vou adotar o termo!

    São tantos relativismos, que alguns até passam despercebidos... srsrss

    Sugestão de pauta para próximo post: As diferenças qualitativas entre os projetos sociais que ensinam crianças a "bater tambor", e os que ensinam instrumentos clássicos.

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  4. Jayme Neto, achei que este dia não iria chegar, o dia em que nós dois compartilharíamos da mesma opinião. Gostaria de lhe dar os parabéns por suas colocações. O funk carioca, assim como diversos estilos musicais que encontramos em nosso vasto Brasil, não passa de um "barulho" (pois não se pode chamá-lo de úsica) para os desprovidos de qualquer tipo de cultura e entendimento musical!!!

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